Por Habacuque Villacorte
Existe uma expressão bastante popular conhecida como “o pior cego é aquele que não quer ver”, ou seja, é quando a pessoa se recusa a encarar a realidade, a aceitar a verdade que está nítida para todos. O governador Fábio Mitidieri (PSD) termina a semana animado com o resultado da pesquisa realizada, entre 16 e 18 de março, pelo Instituto França de Pesquisa, Inteligência e Opinião, registrada sob o número TSE: SE-07506/2026, em que ele aparece liderando na disputa pelo governo do Estado.
Em um universo de 1.200 entrevistas, uma margem de erro de 2,8%, para mais ou para menos, e um intervalo de confiança de 95%, Fábio tem na espontânea 24,42% contra 17,33% do prefeito de Itabaiana licenciado, Valmir de Francisquinho (Republicanos), considerando que, pelo mesmo levantamento, mais de 51% dos pesquisados pretendem votar em branco ou nulo (5,43%) ou ainda não sabem em quem irão votar para o governo do Estado (45,65%).
Ou seja, este é um cenário muito amplo e completamente indefinido sobre a sucessão de um governador que se diz “pronto e preparado” e que se coloca apto para enfrentar (e derrotar) qualquer adversário. Só que este colunista vai dizer neste espaço o que muitos assessores, aliados, bajuladores e setores da imprensa não têm coragem de alertar a Mitidieri: seu excesso de vaidade não está lhe permitindo enxergar a realidade. O “som que vem das ruas” expõe sua impopularidade e até a falta de liderança!
Fábio é um político jovem e moderno, mas “preso” a modelos antigos, daqueles que gostam da bajulação, de gente que lhe “diga Amém” para tudo; qualquer governante ou figura pública precisa ter ao seu lado pessoas verdadeiras, que lhe apontem problemas, que lhe apresentem soluções, mas que, acima de tudo, sejam transparentes sobre o que é real, doa a quem doer! O governo de Mitidieri não atravessa um bom momento e a crise hídrica que toma conta do Estado pode lhe custar a reeleição.
Fábio Mitidieri, Milton Andrade e a Iguá Saneamento são os grandes responsáveis pelo descaso a que milhões de sergipanos estão submetidos, sem água nas torneiras para um banho, para lavar a louça, a roupa e até para cozinhar. O verão acabou oficialmente, mas o calor e a escassez de água terão continuidade. Mas a solução encontrada foi colocar a culpa na DESO! É mole? Uma empresa pública que foi “sucateada” por anos para “justificar” a necessidade de privatização! Com todo respeito, uma covardia!
Mas não é só na crise hídrica que está o problema: o governo não vive um bom momento com os servidores públicos, os professores entraram em greve, existem insatisfações nas Polícias, Civil e Militar; e os salários dos médicos da rede pública estão em atraso. A coisa está tão “desarrumada” que a chapa majoritária anunciada um ano antes da eleição já teve que ser desfeita, muito pela falta de liderança de Mitidieri, que não suportou as pressões e não teve habilidade para contornar as instabilidades.
O efeito suspensivo (liminar) que Valmir de Francisquinho conquistou no Superior Tribunal de Justiça (STJ), lhe devolvendo os direitos políticos e lhe dando condições de disputar a eleição para governador, deixou Mitidieri “atordoado”, sem saber para onde ir nem o que dizer! Pessoas de Sergipe tentaram articular em BSB para prejudicar Valmir, mas não tiveram êxito! O entendimento é que desta vez, para derrotar o “Pato”, será preciso vencê-lo nas urnas!
Mas, mesmo impopular, Mitidieri segue desconsiderando a realidade, talvez pelo excesso de vaidade, e faz festa (SIC) com os números da Pesquisa França! Parece preferir continuar se enganando e nem se movimenta para reverter a situação. Está apostando a reeleição em propaganda, em muitas mídias pagas nas redes sociais e em setores da imprensa e no velho “MARKETING” já derrotado na eleição para a Prefeitura de Aracaju em 2024.
Qualquer enquete feita, espontaneamente, nas redes sociais, nas mais diversas regiões do Estado, revelam um cenário difícil para o governador conquistar sua reeleição, mas ele insiste em confrontar a realidade. Aí já vai além da vaidade, deixa transparecer um pouco de arrogância e prepotência. Subestimaram o povo, em 2024, e ganharam uma derrota “acachapante” na capital; a mensagem dada naquela eleição parece que não foi compreendida! Com “51%” de indecisos, o “jogo” está apenas começando…
Veja essa!
Rumores dão conta que o ex-prefeito de Frei Paulo, Anderson de Zé das Canas, pré-candidato a deputado federal, deve mesmo deixar o PSB, mas não irá para o MDB do senador Alessandro Vieira. Ele deve se filiar ainda este mês no União Brasil, liderado pelo ex-deputado André Moura e pré-candidato a senador.
E essa!
Com Anderson de Zé das Canas indo para o União Brasil, a tendência é que o ex-secretário de Estado da Saúde, Cláudio Mitidieri, também não siga no PSB e possa migrar para o PSD do governador Fábio Mitidieri, que já tem como pré-candidatos os deputados Fábio Reis e Delegada Katarina.
Fragiliza o PSB
Se confirmada a saída de Anderson de Zé das Canas, a chapa para federal do PSB se fragiliza e a pré-candidatura de Cláudio Mitidieri pela legenda representaria um grande risco. Por isso ele também deve sair da legenda. Nesse caso quem fica muito prejudicado é o vereador Elber Batalha, que apostava na eleição de dois federais pelo partido…
Alguém vai sobrar
E se Cláudio Mitidieri migrar para o PSD, as especulações nos bastidores já dão conta que a legenda elege dois deputados federais, mas que alguém ficaria sem mandato e na suplência. Fábio Reis ou Delegada Katarina? Façam suas apostas…
E agora, Sérgio Reis?
“Cantado” pelos quatro cantos do Estado como um dos líderes do governo de Fábio Mitidieri, o prefeito de Lagarto, Sérgio Reis, é o maior “cabo eleitoral” do irmão e deputado Fábio Reis, naturalmente. Mas como será que ele irá reagir se Cláudio Mitidieri for para a disputa de uma cadeira em BSB contra Fábio e Katarina?
Federação UB/PP
O União Brasil, que já conta com a deputada federal Yandra Moura e o ex-deputado Capitão Samuel, efetivando-se a Federação com os Progressistas, terá como pré-candidatos a federal Fiote das Castanhas, o vereador Levi Oliveira e o já deputado federal Gustinho Ribeiro. A provável chegada de Anderson de Zé das Canas fortalecer ainda mais o projeto das duas legendas.
Eduardo Amorim I
Pré-candidato ao Senado Federal, Eduardo Amorim (Republicanos), comemorou a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 06/2024 na Câmara dos Deputados, o qual determina que as Assembleias Legislativas de cada estado podem realizar um plebiscito, após um Estudo de Viabilidade Municipal (EVM), para decidir sobre mudanças territoriais nos municípios. O relator do Projeto de Lei foi o deputado federal por Sergipe, Thiago de Joaldo, pertencente ao mesmo bloco político de Eduardo Amorim.
Eduardo Amorim II
A proposta, que agora segue para o Senado, vai proporcionar aos moradores da Zona de Expansão, o direito de decidirem se preferem permanecer em solo aracajuano ou se querem ser anexados ao município de São Cristóvão. “A aprovação deste PLC por imensa maioria demonstra a importância de deferir oficialmente a soberania da vontade popular. Tendo como relator o nosso amigo e deputado federal Thiago de Joaldo, torço para que, em breve, seja possível realizar um plebiscito, definindo de vez, com o aval do povo, a quem aquele território pertencerá: São Cristóvão ou Aracaju — detentora dessa posse ao longo das últimas décadas”, disse Eduardo.
Eduardo Amorim III
Eduardo Amorim destacou ainda os esforços procedidos pela Prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), em dar continuidade aos investimentos em infraestrutura e nos serviços públicos. Ao lado do deputado Thiago de Joaldo, do deputado estadual Georgeo Passos, do vereador de Aracaju Lúcio Flávio, secretários e gestores municipais, desde o primeiro semestre do ano passado Emília Corrêa se reúne com a população para ouvir a opinião das pessoas e levar ao Congresso Nacional um projeto que possa resolver a delimitação territorial de forma democrática.
Eduardo Amorim IV
“Desde o início do ano passado e no decorrer dos próximos meses, serão investidos mais de 265 milhões de reais por parte da Prefeitura de Aracaju. Estamos tratando de uma área onde residem mais de 30 mil sergipanos impactados por essa indefinição na gestão territorial. No Senado, eu votaria ‘sim’ pela aprovação desse Projeto de Lei Complementar. O plebiscito é o melhor caminho para que essa decisão final seja tomada pelo povo”, completou Eduardo Amorim.
Breno Garibalde I
O vereador Breno Garibalde destacou a aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto de lei que viabiliza a realização de um plebiscito para definir os limites territoriais entre Aracaju e São Cristóvão. A medida, segundo o parlamentar, representa um avanço significativo para resolver um impasse histórico entre os dois municípios.
Breno Garibalde II
De acordo com Breno, a aprovação ocorreu no último dia 17 de março, data em que se celebra o aniversário de Aracaju, e abre caminho para que a população possa decidir, por meio do voto, a qual município deseja pertencer. “Esse é um passo muito importante, mas ainda temos muito chão pela frente”, pontuou.
Breno Garibalde III
O vereador explicou que o projeto ainda precisa passar por novas etapas antes da efetivação do plebiscito. Entre elas, a aprovação no Senado Federal, a sanção presidencial e a autorização do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para que a consulta popular seja realizada. A expectativa, segundo ele, é que o plebiscito ocorra junto às eleições de outubro desse ano.
Breno Garibalde IV
Apesar do avanço, Breno alertou para o curto prazo e a necessidade de articulação entre os órgãos envolvidos. “Precisamos correr contra o tempo”, afirmou, ao defender que o processo avance de forma célere para garantir que a decisão aconteça ainda no próximo pleito.
Priorizar o povo
Ainda em sua fala, o parlamentar também fez um apelo para que o debate deixe de lado disputas políticas entre gestões municipais e priorize a vontade da população. “A gente precisa parar com essas brigas de gestão, briga de Aracaju, briga de São Cristóvão. Quem tem que decidir para onde vai é o povo”, declarou.
Plebiscito
Breno reforçou que o plebiscito é um instrumento democrático essencial para resolver o impasse territorial, garantindo que os moradores das áreas envolvidas possam definir, de forma legítima, seu pertencimento. “Se o povo quer ficar em Aracaju, fique em Aracaju; se quer ficar em São Cristóvão, fique em São Cristóvão. Todo poder emana do povo, e a gente tem que continuar lutando por isso”, concluiu.
Alessandro Vieira I
O senador Alessandro Vieira (MDB) criticou duramente a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que anulou a quebra de sigilo bancário e fiscal do fundo Arleen, aprovada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado. A medida havia sido autorizada pelo colegiado, no âmbito das investigações que apuram possíveis conexões entre estruturas financeiras e o crime organizado. O parlamentar sergipano atua como relator da CPI.
Alessandro Vieira II
Na decisão, Gilmar Mendes entendeu que a quebra de sigilo não configura “ato ordinário de investigação, mas medida de caráter excepcional”, e apontou que a iniciativa da CPI teria buscado contornar decisão anterior da própria Corte, que já havia negado acesso a dados da empresa Maridt Participações, ligada à família do ministro Dias Toffoli.
Alessandro Vieira III
Em resposta, Alessandro Vieira apontou indícios de que ministros do STF atuam para bloquear investigações e proteger interesses internos. “O ministro Gilmar Mendes, usando o mesmo processo que ressuscitou para sequestrar uma relatoria e firmar um muro de proteção para o colega ministro Toffoli, agora anulou a quebra do sigilo do fundo Arleen, operado pela organização criminosa para fazer pagamentos a terceiros. Infelizmente, não é surpresa”.
Travar investigações
O senador também afirmou que já havia alertado, no plenário do Senado, para o que classificou como uma articulação dentro do Judiciário. “Ainda ontem alertei no plenário do Senado para essa ação articulada por alguns ministros com o objetivo expresso de travar investigações e garantir a impunidade de poderosos”.
“Rasgar a Constituição”
Na avaliação de Vieira, decisões como essa comprometem o equilíbrio entre os Poderes e a confiança da população nas instituições. “Para contemplar seus interesses, não têm nenhum constrangimento em rasgar a Constituição e atropelar outro Poder da República. Reitero o alerta: o abuso constante está destruindo a credibilidade da Justiça”.
Resistência
O parlamentar também indicou que pretende reagir à decisão por vias institucionais e políticas. “Vamos resistir em todas as frentes, seja através de recursos ao presidente do STF ou na luta pela CPI específica para investigar os ministros supostamente envolvidos no escândalo. Essa é a verdadeira defesa da democracia, que só existe com todos iguais perante a lei”.
Resort & Toffoli
A controvérsia envolve o fundo Arleen, que, segundo documentos revelados pela imprensa, teria participação em operações financeiras relacionadas à aquisição de cotas de um resort ligado à Maridt Participações, empresa associada a familiares de Dias Toffoli. O caso também menciona estruturas de investimento conectadas ao fundo Leal, que teria como único cotista, entre 2021 e 2025, um familiar do banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão de Gilmar Mendes intensifica o embate entre integrantes do Legislativo e do Judiciário, em um momento de crescente tensão institucional em torno de investigações que alcançam autoridades de alto escalão.
CRÍTICAS E SUGESTÕES

