• Aracaju, Sergipe
  • 07/05/2026
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Adversários com gestos e ações próprios de inimigos, o governador Jackson Barreto (PMDB) e o líder do governo Temer (PMDB) no Congresso Nacional, deputado federal André Moura (PSC), caminham juntos e separados, com a habilidade de um ex-raivoso e e de um jovem-maduro na difícil arte que é a política.
Aliados de 2010, quando Jackson apoiou Eduardo Amorim, então no PSC, hoje no PSDB, para o Senado, e André votou em JB para vice-governador de Marcelo Déda (PT), os dois se reaproximaram pelo caminho administrativo, com o líder abrindo portas do governo Temer para o governo estadual.
Jackson e André, pelo menos no momento, com o sentimento podendo chegar às eleições de 2018, não voltaram a ser os inimigos de 2014 e 2016.
Os dois conversam muito melhor do que imaginam aliados e adversários.
Jackson quer, de uma vez só, ser senador e derrotar os senadores Antônio Carlos Valadares (PSB) e Eduardo Amorim.
André sonha com a majoritária, tentando segurar os pés no chão da Câmara, sem se afastar de Eduardo. De Valadares, nem tanto. Depende muito mais do senador.
Para diminuir o estresse da próxima campanha eleitoral, André e Jackson podem até brincar de trocar votos para o Senado.
Apenas uma brincadeira, nada mais.
Como conseguem, ao mesmo tempo, ter bom diálogo, andando juntos e separados, Jackson e André miram o mesmo partido.
Sem a queda de Temer, André só não comandará o PMDB em Sergipe se não quiser. Aliás, já não comanda hoje porque tem resistido aos insistentes apelos do presidente.
Pedra cantada pela imprensa desde 2016.
Fingindo não perceber isso, Jackson acena para o PODEMOS, legenda com ínfimos tempo de televisão e fundo partidário.
Em Sergipe, o vice-presidente estadual do PMDB, Benedito Figueiredo, diz que isso é ¨impossível¨. Embora seja muito inteligente, Bené não percebeu que os ventos mudaram.

FONTE: NE NOTICIAS

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