A indefinição na oposição ao governador Jackson Barreto (PMDB), a pouco mais das eleições de 2018, não é somente sobre candidaturas ao governo e ao Senado. É principalmente, sobre unidade do bloco.
Não se sabe até se quem estiver junto, junto estará.
Ou seja, pode acontecer na oposição o mesmo que pode ocorrer com os governistas: com raríssimas exceções, cada um por si.
Em 2016, na campanha eleitoral em Aracaju, lembra o senador Antonio Carlos Valadares (PSB), o filho e o hoje líder do governo Temer (PMDB) no Congresso Nacional, André Moura (PSC), foram acusados por Edvaldo Nogueira (PCdoB), então candidato a prefeito, de planejarem assaltar os cofres da Prefeitura de Aracaju.
O pai defendeu o filho, mas não se sentiu obrigado a fazer o mesmo com André.
Na última sexta-feira, André disse que não precisa da defesa do PSB: ¨quando precisei, eles ficaram calados¨.
A resposta dos Valadares veio em nota, ontem, do PSB.
Mais que uma simples nota, trata-se também de recado a André, líder de Temer, e, não se sabe ao certo, a Eduardo Amorim, do mesmo partido de Aécio Neves.
Segundo a nota, os Valadares são taxativos sobre o peso do quadro nacional no momento da decisão sobre as eleições de 2018: ¨levaremos em conta a conjuntura política do Brasil e de Sergipe, assim como uma análise objetiva das pesquisas eleitorais, qualitativas e quantitativas”.

