Esta semana, a tão falada reforma da Previdência começou a se concretizar. O projeto de lei entregue pelo presidente Jair Bolsonaro, PSL, ao Congresso, traz uma série de medidas.
Defendidas por uns e atacadas por outros, as alterações vão seguir um longo caminho até virarem, de fato, novas normas para a aposentadoria no país. Enquanto isso, as previdências estaduais, como a sergipana, buscam soluções para cobrir seus custos.
O Sergipe Previdência, por exemplo, opera com um déficit mensal de R$ 100 milhões, sendo que sua folha de pagamento é de R$ 160 milhões. O aporte tem que ser feito pelo Governo do Estado, com recursos de outras áreas, como royalties e alienação de patrimônio.
“A solução passa pela reforma, que não pode acontecer sem abranger todos os Estados. É claro, cada Estado tem uma situação específica onde o equacionamento desse déficit pode ser mais ou menos rigoroso. Mas não dá mais para postergar a discussão”, enfatiza José Roberto de Lima Andrade, presidente do Sergipe Previdência.
O diretor da Central Única dos Trabalhadores – CUT – em Sergipe, Rubens Marques, mais conhecido como Professor Dudu, afirma que do modo como foi pensada, a reforma não ataca os privilégios e sim os trabalhadores.
“A Reforma da Previdência é um acerto de contas do Governo com os banqueiros, que esperam abocanhar bilhões de reais com a instituição da previdência complementar”, critica.
A Reportagem Especial sobre o tema, que conta ainda com a participação de outros especialistas, estará disponível no domingo, 24, a partir das 20h.

