
Fiscalização tem sido mais constante e é um dos objetivos da licitação
Fazer feira em espaços públicos é praticamente uma tradição para o sergipano. Para ajudar a mantê-la, milhares de feirantes, fiscais, empresários provedores de infraestrutura e outros servidores atuam diariamente nas feiras livres espalhadas pela capital a fim de organizá-las e fiscalizá-las.
Esse processo, aliás, foi intensificado nos últimos anos, o que promoveu algumas mudanças, como a exigência de padronização e refrigeração, por exemplo. “A Emsurb iniciou a reorganização das feiras, com um novo formato, bancas e saias novas, corredores mais largos, atendendo a um clamor dos consumidores e dos feirantes”, afirma Luiz Roberto Dantas, presidente da Emsurb, que encabeça as ações da força-tarefa.
O grupo, formado ainda pelo Ministério Público do Estado, Emdagro, Secretaria Municipal de Saúde e Polícia Militar, conseguiu pôr em prática uma ideia antiga, mas que, literalmente, não saía do papel: uma licitação para a administração das feiras. Lançado no último dia 9, o processo tem resultado previsto para ser revelado no dia de 4 de junho.
O empresário do ramo de montagem de infraestrutura Bertulino Menezes vê a concretização da licitação como um passo importante para a organização das feiras, mas não nos moldes como está sendo realizada.
“São cerca de 4 mil feirantes e outros milhares de consumidores das feiras e nenhum deles foi ouvido para apresentar suas necessidades. Foi um processo unilateral e há problemas graves com a licitação”, critica Bertulino Menezes.
O que traz ainda as mudanças que ocorrerão nos espaços das feiras e detalhes da licitação, estava disponível no domingo, 26, a partir das 20h.

