• Aracaju, Sergipe
  • 15/04/2026
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Moradores realizam um  ato que foi com um abraço coletivo ao redor do prédio que reuniu a comunidade, turistas, autoridades políticas e lideranças religiosas.

“Ela tem um valor histórico, cultural e sobretudo religioso. Aqui se encontram as pessoas nativas, os veranistas que vêm aos fins de semana, os turistas, e fazem a sua fé e se encontram com o Jesus Eucarístico aqui. Por isso que em meio a esta situação, estamos aqui para dizer que queremos pedir a permanência deste lugar sagrado e santo”, disse o Bispo de Estância, Dom José Genivaldo Garcia.

A Justificativa apontada pela decisão da Justiça Federal é erosão do solo na região provocada pelo avanço do mar, o que colocaria a estrutura em risco. Ainda de acordo com o texto, para manter a preservação do valor cultural e religioso a retirada deve ser realizada com planejamento e a construção deve ser feita na Praia do Saco, mantendo na medida do possível, as características arquitetônicas originais.

A Diocese de Estância reafirmou sua disposição para o diálogo institucional e para a construção de soluções que conciliem a proteção ambiental com a preservação do patrimônio religioso e cultural, sempre em benefício da coletividade.

A Procuradoria Geral do Estado informou que vai recorrer da decisão e que concilia ações de proteção ao ecossistema costeiro com iniciativas voltadas ao desenvolvimento econômico sustentável, a exemplo do que já ocorre em outras áreas do país.

Destaca, por fim, que formalizou, junto ao Ministério Público Federal, um acordo que prevê a adoção de medidas estruturantes para a adequada gestão da área, o qual aguarda a homologação.

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