• Aracaju, Sergipe
  • 14/05/2026
0 Comments

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), está com coronavírus.

O secretário de Estado do Rio, Edmar Santos, também testou positivo.

Racha

O Governo do Rio de Janeiro parece estar rachado.

A exoneração do presidente do Detran, policial federal aposentado Antonio Carlos dos Santos, publicada no Diário Oficial desta quinta-feira, 16, pode ser o estopim de uma crise.

Na Assembleia Legislativa, o vice-líder do governo, Alexandre Knoploch, entregou o cargo, criticando a articulação política feita por André Moura, chefe da Casa Civil.

O deputado Rodrigo Amorim (PSL), considerado um dos mais fieis ao governador, assinou requerimento de pedido de CPI para investigar a compra emergencial de respiradores feita sob a justificativa de conter o novo coronavírus.

A aquisição feita pela Secretaria de Saúde está sendo investigada pelo Ministério Público.

Aliados do governador atribuem a André Moura e a um grupo de deputados o movimento que derrubou o presidente do Detran.

Alexandre Knoploch, que entregou a vice-liderança do governo na Assembleia, declarou que já havia dito ao governador que não concordava com a articulação política feita por André Moura.

Aliados dizem que André Moura não se empenha em defender do governo.

Reproduz a seguir o que publica O Globo:

O vice-líder do governo, Alexandre Knoploch, entregou o cargo criticando a articulação política do governo feita pelo chefe da Casa Civil, o ex-deputado federal André Moura, filiado ao mesmo partido de Witzel, o PSC.

Tanto no Palácio Guanabara quanto na Alerj, pessoas próximas a Witzel atribuem a Moura e a um grupo de deputados, que seria capitaneado por Márcio Canella (MDB), o movimento que derrubou o presidente do Detran. O objetivo seria possibilitar indicações políticas. O sucessor, Marcello Braga Maia, é o quarto presidente do órgão em pouco mais de um ano e quatro meses de governo.

Alexandre Knoploch também criticou André Moura.

— Não concordo com a articulação política feita pelo governo na entrega de estruturas. Falei isso para o governador Wilson Witzel, com quem meu bom relacionamento permanece intacto.

No próprio Palácio Guanabara, pessoas próximas a Witzel afirmam que Moura não estaria se empenhando para defender o governo. E citam a fritura do secretário de Desenvolvimento Econômico, Lucas Tristão, meses atrás, como exemplo.

— Parece que interessa ao André Moura que o governo fique frágil para que isso aumente o poder de barganha da Alerj — disse uma pessoa que frequenta o gabinete de Witzel.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

%d bloggers like this: